domingo, 7 de julho de 2013

Detrèsse



Uma forte depressão,
Vontade indubitável de escrever,
Desejo de abrir meu coração.
A tristeza é infinita,
Angústia em turbilhão
Estilhaça minha alma,
Que mais não quer que a paz, a calma.
Saudade! Saudade de quê?
Saudade de quem fui, de quem sou.
Procuro resposta em meu ser,
Ela nele se instalou, dele se apossou,
E, sem resposta, insiste nele viver.

Alcina Moreira

sexta-feira, 5 de julho de 2013

...de esquecimento




Acendo um cigarro,

A noite passa lenta, melancólica...

Meus olhos fixam o firmamento,

Uma lágrima solta-se,

Sacudida pelo vento.

Penso, penso em ti,

E uma saudade pungente,

Transforma meu sangue em lava ardente

Preciso esquecer, preciso esquecer o que senti,

Urgente olvidar este amor que me asfixia

Que possui meu corpo, em letargia,

Que transforma meu dia, em noite sombria.

Urge apagar esta dor,

Dum amor que nunca foi,

Apagar todo o passado,

Dum coração magoado

Que viveu na ilusão…

 
Alcina Moreira

quinta-feira, 27 de junho de 2013

domingo, 23 de junho de 2013

Noite fria




Noite fria, noite gélida,

Noite, companheira amiga!

Em teu manto de penumbra me cubro,

Procuro esquecer o novo dia…

Na tua sombra me escondo,

Carpindo uma mágoa antiga.

Escutas meus lamentos,

Lês, como ninguém, meus pensamentos,

E nada dizes…

Porque feita de mistério, minha dor entendes,

Meu sonho desfeito compreendes …

Calada, cúmplice de meu segredo, segues-me,

Embalas-me em silêncio,

Fazes-me acreditar que posso caminhar,

Sem culpa, sem medo, porque tudo vais guardar,

E todo será votado ao esquecimento

Quando o novo dia raiar…
Alcina Moreira

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Depressão



 

Sinto-me triste, deprimida…
Uma nostalgia parece ensombrar meu dia,
Mergulho na escuridão da minha depressão,
Deixo que a dor escorra de meu coração,
A mágoa cola-se a ela numa triste melodia.
Não consigo escapulir a uma saudade que me asfixia.
Deixo-me cair, com os pensamentos em turbilhão…
Cansada, exausta de procurar o nada, perco a razão.
Meu pensamento transforma-se em sentimento,
E todo este sentir é um real fingimento,
Duma alma sem alento, sem rumo, ao sabor do vento.
Abraço-me, fecho os olhos e procuro aquela lágrima escondida,
Que me ajude a tratar a minha alma ferida…
A lágrima tombou, molhou minha face e secou.
Evaporou-se e deixou-me mais perdida…




Alcina Moreira

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tempo que passas...

 
 

O tempo, o tempo é inexorável.

Corre veloz, alheio à nossa vontade.

Passa, deixa marcas…

Dá-nos sofrimento e alegria.

Mergulha-nos em conhecimento e sabedoria.

Depois, olha indiferente a nossa nostalgia…

Em perpetuo devir, desconhece a saudade.

Manda-nos viver o momento,

Porque o passado esqueceu-o,

O futuro é desconhecimento…

Permite-nos a inocência da infância.

Concede o sonho, a utopia,

Na certeza de que tudo finda, um dia…

Persegue-nos com determinação.

E, qual polvo, com seus tentáculos,

Toma posse de nosso coração…

Para, sem emoção, nos deixar na hora certa,

Numa misteriosa e enigmática Estação…

Um Além desconhecido,

Desejado e temido,

Por mim, por ti, por todos nós.

 

Alcina Moreira

sábado, 1 de junho de 2013

Entardecer








Sentada, numa duna, deixo que a noite se aproxime.
Olho o horizonte extasiada!
As lágrimas soltam-se perante tanta beleza!
A noite cai, lentamente …
E, lentamente, as lágrimas tombam em meu colo …
Tudo sereno, uma brisa suave, agita meus cabelos.
Permaneço sentada…Sensação de paz…
As cores deste final de dia, não deixam meu Ser imune.
Uma cor nostálgica e outonal.
Comungo, quero unir-me,
Sintonizar meu ser com esta paisagem…
Quero ser esta natureza deslumbrante, que existe,
Que É sem nada lhe ser exigido.
Quero ser esta natureza, bela porque livre…
Quero ser o que sou sem ameias.
Quero SER!

Alcina Moreira