Cantinho que visa, dar asas à minha imaginação e deixar que meu ser se apresente em liberdade de expressão... Que me seja permitido sonhar, imaginar, fantasiar, de forma a tornar a vida mais mágica... Quero escrever sem amarras...de todas as formas possiveis... Bem haja quem quiser acompanhar meu percurso, de aprendiz.
sábado, 3 de agosto de 2013
Garoto de olhar triste
Garoto de olhar triste,
Pedes-me um poema.
É tão fraca a minha pena
Não sei como não sentiste.
Teu sorriso é minha folha
Teus olhos minhas palavras
Teu sorriso é melodia,
Que em júbilo me cantavas.
Olho para ti deslumbrada,
E deixo o verso soltar-se
Qual musa, teu olhar doce,
Quer no meu eternizar-se.
Garoto, olhar ternura,
Criança, sonho de amor.
Preciso da tua inocência,
Para esquecer minha dor.
Garoto, anjo de luz,
Nesta longa caminhada,
Dá-me a mão, tua esperança,
Desta vida estou cansada.
Garoto, hoje é teu dia!
És amor, és inocência,
Partilhemos a alegria,
Porque a minha fez-se ausência.
Alcina Moreira
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Caminho
Caminha naquela estrada,
Está sozinha, abandonada,
Sua alma torturada,
Chora, grita angustiada.
Olha em seu redor,
Tudo está triste, despido,
Devastado pela dor,
Em seu coração de angustia esculpido.
Procura na escuridão,
Cúmplice da sua solidão,
Encontrar uma saída,
Buscar sua alma perdida.
Houve o eco de seus passos,
Lentos, pesados, lassos,
Que caminham à deriva,
De toda a alegria despida.
A tristeza é sua – diz,
A saudade companheira
Pede a Deus, mulher infeliz,
Uma vida verdadeira.
Está sozinha, abandonada,
Sua alma torturada,
Chora, grita angustiada.
Olha em seu redor,
Tudo está triste, despido,
Devastado pela dor,
Em seu coração de angustia esculpido.
Procura na escuridão,
Cúmplice da sua solidão,
Encontrar uma saída,
Buscar sua alma perdida.
Houve o eco de seus passos,
Lentos, pesados, lassos,
Que caminham à deriva,
De toda a alegria despida.
A tristeza é sua – diz,
A saudade companheira
Pede a Deus, mulher infeliz,
Uma vida verdadeira.
Alcina Moreira
sábado, 27 de julho de 2013
Desalento
As lágrimas caem,
Quentes arrefecem meu coração,
Rolam por minha face pálida,
Já nada importa,
Perco a noção do Tempo, perco a Razão.
Vivo uma alegria já morta.
O sofrimento plasma meu ser,
Urge arrancá-lo do peito
Precisas de mim, precisas viver.
Revoltada, agarro o sentimento
Voto-o ao esquecimento,
Deixo a falaciosa felicidade vencer.
Mas, bem de mansinho,
Alguém bate à porta,
Finge ter alma, finge carinho,
Esfaqueia devagarinho,
Uma alma já morta.
Quem és? Que queres de mim?
Esboça um sorriso,
Segue seu caminho
Deixa o eco surdo,
Da palavra sozinho.
Como suportar tal dor,
Como viver longe do amor,
Perdida na escuridão!
Deixo o pensamento voar,
Já nada quero, já nada almejo,
Surge a fobia, surge o receio,
Já não quero amar.
Olhas para mim,
Teu olhar de criança inocente,
Obriga-me a esquecer o passado,
Solta-me da letargia,
Torna o futuro presente.
Já nada faz sentido,
Meu caminho está perdido,
O desespero é latente.
Seguro tua mão,
Numa angustia velada,
Procuro viver a ilusão,
Euforia simulada.
Alcina Moreira
Quentes arrefecem meu coração,
Rolam por minha face pálida,
Já nada importa,
Perco a noção do Tempo, perco a Razão.
Vivo uma alegria já morta.
O sofrimento plasma meu ser,
Urge arrancá-lo do peito
Precisas de mim, precisas viver.
Revoltada, agarro o sentimento
Voto-o ao esquecimento,
Deixo a falaciosa felicidade vencer.
Mas, bem de mansinho,
Alguém bate à porta,
Finge ter alma, finge carinho,
Esfaqueia devagarinho,
Uma alma já morta.
Quem és? Que queres de mim?
Esboça um sorriso,
Segue seu caminho
Deixa o eco surdo,
Da palavra sozinho.
Como suportar tal dor,
Como viver longe do amor,
Perdida na escuridão!
Deixo o pensamento voar,
Já nada quero, já nada almejo,
Surge a fobia, surge o receio,
Já não quero amar.
Olhas para mim,
Teu olhar de criança inocente,
Obriga-me a esquecer o passado,
Solta-me da letargia,
Torna o futuro presente.
Já nada faz sentido,
Meu caminho está perdido,
O desespero é latente.
Seguro tua mão,
Numa angustia velada,
Procuro viver a ilusão,
Euforia simulada.
Alcina Moreira
terça-feira, 16 de julho de 2013
...Silêncio...
Palavras que não se soltam,
Num silêncio sufocante,
Busco as letras que vacilam,
Num mutismo acutilante.
Procuro o ser que não sendo,
Insiste em Ser, todavia,
Nesta (in)certeza vivendo,
Incandescente agonia.
Palavras que não se soltam,
Em sílabas agonizantes,
Caminham, correm, tropeçam,
Em murmúrios sibilantes.
Procuro ver-te, não vendo,
Nesta (in)grata cegueira,
Amar-te, amar mal sabendo,
Numa apagada fogueira.
Palavras que não se soltam,
Em gemidos latejantes,
Moribundas, já não voltam,
Deste mundo estão distantes.
Alcina Moreira
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Sonho/Devaneio
Fechei os olhos
Afoguei meu pensamento,
Apenas naquele momento.
Tu e eu, sonho ou devaneio,
De mãos dadas,
Rompemos caminhos, estradas,
Para atingir o Infinito.
Tive medo, um instante,
De estar num pais distante,
Onde o Tempo fosse ausência,
Tudo fosse reminiscência,
De algo que não vivi.
Se foi real, foi vivido,
Se foi sonho, foi sentido.
Um corpo adormecido.
Coração entorpecido,
Espero, espero por ti…
Alcina Moreira
domingo, 7 de julho de 2013
Detrèsse
Uma forte depressão,
Vontade indubitável de escrever,
Desejo de abrir meu coração.
A tristeza é infinita,
Angústia em turbilhão
Estilhaça minha alma,
Que mais não quer que a paz, a calma.
Saudade! Saudade de quê?
Saudade de quem fui, de quem sou.
Procuro resposta em meu ser,
Ela nele se instalou, dele se apossou,
E, sem resposta, insiste nele viver.
Alcina Moreira
sexta-feira, 5 de julho de 2013
...de esquecimento
Acendo um
cigarro,
A noite passa
lenta, melancólica...
Meus olhos
fixam o firmamento,
Uma lágrima
solta-se,
Sacudida pelo
vento.
Penso, penso
em ti,
E uma saudade
pungente,
Transforma meu
sangue em lava ardente
Preciso
esquecer, preciso esquecer o que senti,
Urgente
olvidar este amor que me asfixia
Que possui meu
corpo, em letargia,
Que transforma
meu dia, em noite sombria.
Urge apagar
esta dor,
Dum amor que
nunca foi,
Apagar todo o
passado,
Dum coração
magoado
Que viveu na
ilusão…
Subscrever:
Mensagens (Atom)


.jpg)

