segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Chuva Bate




A chuva bate, fustiga as janelas,

Seu som é uma triste melodia.

Que arde meu corpo e me deixa fria.

Olho o horizonte com céu cinzento,

Deixo a lágrima tombar,

Rebolando meu sentimento.

Hirta me mantenho ali,

Pensando no que sou,

Recordando o que já vivi…

O tempo passa, permaneço esquecida

Que a vida mesmo com dor é para ser vivida.

Acendo o cigarro de alma inquieta,

Sufoca-me esta vida presente e tão incerta.

A revolta esvai-se, a dor persiste,

Encarar uma vida com futuro tão triste…

Ouço uma voz melódica ao longe,

Implora-me que não busque o que a vida me esconde.

E, assim vou viver, o presente de felicidade ausente,

Esquecer o passado em meu peito abafado.

Ignorar o futuro que parece tão escuro.

Assim, assim, vou viver…



3 de Outubro de 2010



Alcina Moreira

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A chama apagada



A chama apagada



Um som monocórdico,

Um som ensurdecedor,

Tudo resvala minha mente,

Entorpece minha dor.



Olho à minha volta,

Ouço sem nada apreender

Um ser indisciplinado

Que de nada quer saber.



Procuro tudo esquecer,

Para viver aquele momento,

Impossível de alcançar

Exilado em meu pensamento



Que saudades desse tempo,

Onde imperava a ilusão

Que a vida eram flores,

Arco-íris de mil cores

Felicidade e paixão



Ainda sinto o eco das risadas,

Das brincadeiras passadas,

Deixo cair a lágrima sentida,

Triste, vejo o que amo desaparecer desta vida



22 de Outubro de 2010



Alcina Moreira